domingo, 1 de março de 2009

toc-toc

bate à porta, bate...

o som da madeira que se embrenha
por um abrir de porta que seja só meu...







(é bom ver-te chegar...)

islândia


no efémero há sempre um lugar orvalhado em penumbra

o silêncio peca na primeira estação outonal que encontra e
nela reside até que os anjos o venham salvar


faz frio no deserto que falas e nem por isso a beleza deixa de estar lá

espera...

no início do ciclo - o segredo
pano cru manchado com o sangue mais escuro


espero... como quem espera o poder da sombra inacabada
a desvendar a luz


silêncio silenciado


são sempre breves as palavras com que te (d)escrevo

desculpa amor, não sei dizer-te...

poema antigo

as palavras recuperam o poder das cinzas
tornam-se brasas


única chama a extinguir as sombras mais escuras

plexo solar


repara nesta curva alimentada de sismos
vê! consigo abri-la na acalmia de um sorriso teu

depois da noite- a água

há um agregar de imagens no contorno do gesto
a linha plena puxa a alavanca inerte do sonho
e alimenta balões prestes a explodir
na quantidade exacta do oxigénio aguardado à séculos

há também uma rede difusa escondida por detrás da tranquilidade

os muros desfazem-se na trégua de te saber nebuloso

calas-te...











entre a noite e a água todos os meus momentos são teus...